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Título Uso frequente de alcool maconha e cocaina entre pacientes esquizofrenicos : estudo caso-controle
Autor BOSCOLO, Marilia Montoya
Ano 2004
FormatoDaObra Tese de Doutorado
Instituição de Origem Universidade Estadual de Campinas
Estado Instituição São Paulo
Local Tema Campinas
Local de Publicação Campinas
Instituição Responsável UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
FormatoDisponivel Texto integral
Número de Páginas 200
Idioma Português
Palavras Chave Drogas , Esquizofrenia , Psicopatologia , Qualidade de vida
Resumo O objetivo deste trabalho é estudar o fenômeno do uso de Substâncias Psicoativas_SPA(álcool maconha e cocaína) na esquizoftenia. Trata-se de estudo comparativo, casocontrole, de dois grupos de pacientes esquizoftênicos pareados por sexo e idade, que preencheram os critérios diagnósticos do DSMIV para esquizoftenia. O grupo caso é definido por pacientes esquizoftênicos que têm história de uso fteqüente de álcool na vida e no último mês e/ ou história de uso fteqüente de maconha e/ou cocaína na vida. O grupo controle é definido por pacientes esquizoftênicos sem esse antecedente de uso de álcool e/ou maconha e/ou cocaína. Este estudo é um aprofundamento da pesquisa de mestrado da autora. A amostra foi composta por 63 pacientes por grupo, internados no Instituto Américo Bairral no município de Itapira - SP, internados na enfermaria ou acompanhados no ambulatório de Psiquiatria do HC-UNICAMP ou matriculados no CAPS Integração (Centro de Atenção Psicossocial) da Prefeitura Municipal da cidade de Campinas-SP. Foram estudadas variáveis demográficas, histórico psiquiátrico, psicopatologia (Escala P ANSS e GAS), . funcionamento familiar (GARF), tratamento farmacológico, sintomas extrapiramidais (ESRS), qualidade de vida (QLS) e impressão subjetiva do paciente em relação à medicação (DAI-3D e SSAS), ao álcoo_ maconha e cocaína (SSAS). Para a análise descritiva utilizou-se medidas de posição e dispersão para variáveis contínuas e tabelas de fTeqüência para variáveis categóricas. Para comparar proporções foi utilizado o teste Qui-quadrado ou o teste Exato de Fisher, quando necessário. Para comparação de medidas contínuas ou ordenáveis entre os dois grupos foi utilizado o teste de Mann Whitney. Para identificar as variáveis que diferenciam os grupos foi utilizada a análise de regressão logística multivariada - modelo logito, com nível de significância de 5% Os resultados demostram que os pacientes esquizoftênicos que usam álcool e/ou maconha e/ou cocaína, têm tendência a melhor desempenho escolar, são mais ativos profissionalmente e têm mais capacidade para realizar atividades da vida diária. Eles têm mais sintomas positivos e menos sintomas negativos da esquizoftenia. No entanto, têm pior adaptação social, mais internações e fazem maior uso de tabaco. Estes pacientes, com o uso da medicação, sentem subjetivamente que "os efeitos ruins dos remédios estão sempre presentes" e que "não há diferença em tomar ou não a medicação_dá na mesma". Além disso, eles têm objetivamente mais sintomas extra piramidais e subjetivamente, piora dos sintomas negativos, com o uso da medicação. Neste estudo, os pacientes do grupo caso podem estar fazendo uso de álcool e/ou maconha e/ou cocaína, para aliviar os efeitos extrapiramidais da medicação antipsicótica. Este achado, reforça a teoria do modelo da automedicação, que postula que os pacientes esquizo:fTênicos fariam uso de álcool e/ou drogas para atenuar os efeitos extrapiramidais indesejáveis dos antipsicóticos. A relação subjetiva com o álcool parece ser percebida como favorecedora de melhor interação social, bem como com a maconha. Essa última, no entanto, piora os sintomas negativos e acentua a sensação de pensamento confuso. A cocaína parece produzir subjetivamente mais alegria e maior capacidade de atenção; mas por outro lado, os pacientes sentem-se subjetivamente mais hostis, mais tensos, com mais sintomas positivos e negativos da esquizo&enia. A análise multivariada distinguiu os grupos caso e controle nas seguintes variáveis: os pacientes do grupo caso, quando comparados aos pacientes do grupo controle, são mais ativos laboralmente, tem mais antecedentes de uso de álcool na família e melhor estimativa global da inteligência. Eles têm menos sintomas negativos, menos esquiva social, menos maneirismos, no entanto, mais grandiosidade e mais falta de cooperação. A qualidade de vida demonstra mais relacionamentos interpessoais, no entanto, menos consistência intrapsíquica. Eles têm, subjetivamente mais sintomas negativos com o uso da medicação e mais sintomas extrapiramidais. Um achado paradoxal neste estudo é que os pacientes esquizo&ênicos que usam SP A apesar de terem potencialmente uma apresentação menos grave da esquizo&enia com melhor funcionamento cognitivo, por algum motivo têm pior evolução fazendo uso de álcool e/ou maconha e/ou cocaína
Link http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000341365
Referência para Citação BOSCOLO, M. M. Uso frequente de alcool maconha e cocaina entre pacientes esquizofrenicos: estudo caso-controle. 2004. 200f. Tese (Doutorado em Ciências Médicas). Universidade Estadual de Campinas, São Paulo.
Observação Material linkado com o Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações - Bilblioteca Digital UNICAMP .
Topic revision: r1 - 29 Sep 2010 - 12:02:31 - GustavoCaribe?
 
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