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| Título | Mulheres e drogas : o que a família tem com isso? : argumentos do discurso contemporâneo |
| Autor | HORTA, Rogério Lessa |
| Ano | 2007 |
| FormatoDaObra | Tese de Doutorado |
| Instituição de Origem | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul |
| Estado Instituição | Rio Grande do Sul |
| Local Tema | Porto Alegre |
| Local de Publicação | Porto Alegre |
| Instituição Responsável | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul/Programa de Pós-Graduação em Psicologia |
| FormatoDisponivel | Texto integral |
| Número de Páginas | 91 |
| Idioma | Português |
| Palavras Chave | Mulheres; gênero; drogas; álcool; análise argumentativa; mídia |
| Resumo | Em relação aos transtornos por uso de substâncias psicoativas, as abordagens terapêuticas consideram modelos explicativos da participação das famílias no estabelecimento destes fenômenos, mas não têm ampliado a resolutividade das intervenções. Além disso, não pode ser estabelecida correlação entre o uso de todos os grupos de substâncias e co-habitação parental ou tabagismo parental nos dados aqui revisados de um estudo com a população adolescente de um município brasileiro de porte médio. Este estudo amplia a perspectiva do fenômeno, a partir de um recorte de gênero, voltando-se ao exame da relação entre mulheres e substâncias psicoativas. O espaço midiático, através dos veículos de comunicação impressa Veja, Zero Hora, Diário Gaúcho e Correio do Povo, é tomado como fonte documental para responder à questão do título: o que a família tem com isso? Os textos foram selecionados por mineração de textos e submetidos à análise argumentativa, que leva à identificação das principais proposições, cada uma desdobrando-se em dados, garantias, apoios e refutações. A Síntese de Argumentos e a elaboração de um Meta-Texto, onde já não se identificam mais os textos originários explicita os resultados. Duas constatações foram destacadas: a emergência de estereotipias - algumas de gênero - e a importância de silêncios percebidos. Três estereotipias destacadas foram a distinção de sexo para as categorias profissionais, os casamentos mencionados serem todos heterossexuais e as medidas terapêuticas mencionadas incluírem apenas hospitalização e orientação médica para interromper o uso da substância. O silêncio passa quase despercebido. O silêncio é o fato de que em nenhum texto as questões ligadas às substâncias psicoativas são relacionadas à ordem política e econômica ou às dimensões sociais e históricas das comunidades. A proximidade entre estes silêncios e estereotipias (de gênero ou relacionadas aos papéis parentais) leva a um padrão repetitivo de atribuição dos problemas com drogas aos indivíduos ou às famílias. Isso estabelece uma forma discreta de sustentação tanto do estado quanto dos mercados vigentes, mantendo o tecido social permeável aos produtos que são as substâncias psicoativas. O estudo leva à recomendação do desenvolvimento de uma nova pedagogia para as famílias, através de um trabalho conjunto entre população em geral e profissionais de mídia, da saúde, da educação e das ciências sociais. Esta proposta deve garantir, desde sempre, espaços de interlocução com menos silêncios |
| Link | http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=727 |
| Referência para Citação | HORTA, R. L. Mulheres e drogas : o que a família tem com isso? : argumentos do discurso contemporâneo. 2007. 91f. Tese (Doutorado em Psicologia). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul. |
| Observação | Material linkado com o Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações - Bilblioteca Digital PUC-RS. |