É BOM
SABER...
A Doença Celíaca
É uma enfermidade que leva o indivíduo a
desenvolver uma intolerância permanente ao glúten – principal proteína presente
no trigo, aveia, centeio, cevada, e no malte. Algumas frações do glúten são
prejudiciais ao intestino do paciente celíaco, como exemplo da gliadina presente no trigo, da hordeína
contida na cevada, da avenina que está na aveia e da secalina do centeio. O glúten atua agredindo e danificando
as vilosidades do intestino delgado, prejudicando assim a absorção dos
nutrientes.
Essa doença pode se manifestar em qualquer
faixa etária, desde a infância (entre o primeiro e terceiro ano de vida), até a
idade adulta, apresentando ou não sintomas. Estes podem ser: diarréia crônica,
desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva,
emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal, vômitos, dor abdominal,
osteoporose, esterilidade, abortos de repetição e apatia, que podem levar o
paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.
O tratamento da doença baseia-se em uma dieta
totalmente isenta de glúten. Os indivíduos com a doença não podem ingerir
nenhum alimento que possua o glúten em sua composição ou processo de
fabricação, como pães, bolos, bolachas, macarrão, quibes, pizzas, cervejas, vodka,
etc. Essa exclusão total de alguns alimentos ricos em carboidratos e fibras
tende a tornar a dieta, do celíaco, muito calórica – composta em sua maior
parte de gorduras e proteínas –, com exceção para as frutas e hortaliças,
necessitando assim da orientação de um nutricionista para equilibrar a dieta.
Atenção ao rótulo
de produtos industrializados
Revisadora: Professora
Adriana Lima Mello