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Resumo dos Encontros do GEC
02 de junho de 2005 |
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< < | Na reuniao dessa quinta tivemos a participaçao de Aparici com o tema Ensino Virtual. A sua intervençao provocou o grupo, não só pelo que disse, mas pela postura assumida na intervenção, coerente com o seu papel não simplesmente de professor da Universidade Nacional de Eduação a Distância - UNED, mas de um “ativista social”. Sem a intenção de replicar “clones”, Aparici desencadeia uma discussao que teve como ponto de partida a distinção entre produçao social do conhecimento e a produção capitalista de conhecimento. Em uma perspectiva, é possível operar uma organização baseada no compartilhamento, no ensino democrático, na horizontalidade das relaçoes, da disposição para participação e intervenção, na vivência e explicitação de conflitos, no pensamento divergente, no reconhecimento e valorização das diferenças que cooperam em torno de causas comnuns. Numa outra perspectiva está a construção de conhecimento a partir de um trabalho individualista, que está preocupada apenas com o progresso individual, dinamizado dentro de uma estrutura hierarquica de ordens/decisões deteminadas a partir de um posiçao central, ao mesmo tempo em que há uma assimilação nas demais posiçoes em prol do pensamento único. De certa forma, a lógica de relaçao não-horizontal possibilita a prevalência de formas de “vampirização”, de um uso egoísta, silencioso e privatista do conhecimento que é posto em circulação, um uso em mão-única que privilegia a capitalização do processo de construção do conhecimento, na qual entram em jogo a preocupação centrada na produtividade, na competição, na mercantilização. Uma dificuldade que vamos encontrar está em relacionar a nossa intenção declarada de construção de relações democráticas (inclusive de ensino) e as nossas práticas cotidianas de construçao do conhecimento. As diferentes leituras sobre esse cotidiano se contrapõem, que estão em conflito. Compartilhamos ou “vampirizamos”? Essa dificuldade pode ser encarada como uma oportunidade de pensarmos na complexidade do assunto? |
> > | Na reuniao dessa quinta tivemos a participaçao de Aparici com o tema Ensino Virtual. A sua intervençao provocou o grupo, não só pelo que disse, mas pela postura assumida na intervenção, coerente com o seu papel não simplesmente de professor da Universidade Nacional de Eduação a Distância - UNED, mas de um “ativista social”. Sem a intenção de replicar “clones”, Aparici desencadeia uma discussao que teve como ponto de partida a distinção entre produçao social do conhecimento e a produção capitalista de conhecimento. Em uma perspectiva, é possível operar uma organização baseada no compartilhamento, no ensino democrático, na horizontalidade das relaçoes, da disposição para participação e intervenção, na vivência e explicitação de conflitos, no pensamento divergente, no reconhecimento e valorização das diferenças que cooperam em torno de causas comnuns.
Numa outra perspectiva está a construção de conhecimento a partir de um trabalho individualista, que está preocupada apenas com o progresso individual, dinamizado dentro de uma estrutura hierarquica de ordens/decisões deteminadas a partir de um posiçao central, ao mesmo tempo em que há uma assimilação nas demais posiçoes em prol do pensamento único. De certa forma, a lógica de relaçao não-horizontal possibilita a prevalência de formas de “vampirização”, de um uso egoísta, silencioso e privatista do conhecimento que é posto em circulação, um uso em mão-única que privilegia a capitalização do processo de construção do conhecimento, na qual entram em jogo a preocupação centrada na produtividade, na competição, na mercantilização. Uma dificuldade que vamos encontrar está em relacionar a nossa intenção declarada de construção de relações democráticas (inclusive de ensino) e as nossas práticas cotidianas de construçao do conhecimento. As diferentes leituras sobre esse cotidiano se contrapõem, que estão em conflito. Compartilhamos ou “vampirizamos”? Essa dificuldade pode ser encarada como uma oportunidade de pensarmos na complexidade do assunto? |
| | Essas reflexões serviram de base tanto para a análise da dinâmica do GEC quanto para a para a conversa sobre o ensino virtual, a educação a distância e a experiência da UNED. Numa análise histórica, a EAD está associada a preocupações com a justiça social, como opotunidade de acesso da classe operária ao ensino, bem como a iniciativas de isolamento das pessoas, como estratégia de desestrutução política, desmobilização, dominação no interior dos países. Mais recentemente, no bojo do processo de globalização econômica, há uma associação entre a EAD e a perspectiva colonialista que contribui para a consolidação de um ensino capitalista, que se torna sólido, exatamente, quando se dilui nas práticas, nos valores, nos sonhos, na vida, nos espaços formais ou informais de educação. Existem indicações de que o Banco Mundial tem condicionao créditos à compra de cursos de EAD em alguns países. Boaventura Souza Santos chama atenção para o uso da EAD como uma forma de expanão de mega universidades com atuação em vários países. |
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< < | Em meio a esse contexto, a UNED foi apresentada por Aparici como uma experiencia importante de EAD, não uniforme e não alheia às tensoes que cercam o assunto nos dias de hoje, destacando a possibilidade de que uma universidade a distância possa funcionar numa perspectiva social. A UNED é uma universidade pública a distância que tem cerca de 200 mil alunos em vários países, o ingresso se dá a partir de exames de seleçao, são disponibilizadas muitas vagas a cada período. O único momento presencial dos cursos oferecidos é o momento do exame por conta do problema de identificação do estudante. Existem pontos de apoio, com laboratórios em diferentes locais, além da estrutura central. A universidade tem plataforma própria baseada em Moodle. Também são utilizados materiais impressos. AS aulas virtuais envolvem videoconferencia com apoio de comunicação por telefone e através de e-mail, bem como o encontro em salas de bate-papo. O trabalho em cada disciplina conta com o professor e seus assitentes. As disiplinas aceitam colaboraçao nacional e internacional, no formato de artigos a serem publicados e utilizados pelos alunos e pesquisadores. Utilizam recursos de metáforas visuais na apresentação dos materiais digitais. Realizam convênios com instituições da sociedade (como por exemplo, os acordos com rádios e jornais locais para o suporte ao futuro curso de comunicação). O link da instituição é www.uned.es . Textos específicos sobre assuntos relacionados com tecnologias e educaçao estão no link www.uned.es/ntedu. |
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Em meio a esse contexto, a UNED foi apresentada por Aparici como uma experiencia importante de EAD, não uniforme e não alheia às tensoes que cercam o assunto nos dias de hoje, destacando a possibilidade de que uma universidade a distância possa funcionar numa perspectiva social. A UNED é uma universidade pública a distância que tem cerca de 200 mil alunos em vários países, o ingresso se dá a partir de exames de seleçao, são disponibilizadas muitas vagas a cada período. O único momento presencial dos cursos oferecidos é o momento do exame por conta do problema de identificação do estudante. Existem pontos de apoio, com laboratórios em diferentes locais, além da estrutura central. A universidade tem plataforma própria baseada em Moodle. Também são utilizados materiais impressos. AS aulas virtuais envolvem videoconferencia com apoio de comunicação por telefone e através de e-mail, bem como o encontro em salas de bate-papo. O trabalho em cada disciplina conta com o professor e seus assitentes. As disiplinas aceitam colaboraçao nacional e internacional, no formato de artigos a serem publicados e utilizados pelos alunos e pesquisadores. Utilizam recursos de metáforas visuais na apresentação dos materiais digitais.
Realizam convênios com instituições da sociedade (como por exemplo, os acordos com rádios e jornais locais para o suporte ao futuro curso de comunicação). O link da instituição é www.uned.es . Textos específicos sobre assuntos relacionados com tecnologias e educaçao estão no link www.uned.es/ntedu. |
| | Numa segunda parte da reunião, tivemos a retomada dos projetos coletivos em andamento no grupo, com relatos de atividades já realizadas e com indicações sobre a organização de novas atividades.
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| | Essa memória da reuniao é tb, como foi defendido por Aparici, uma forma de dinamizar o processo de reflexão do GEC, fazer esse processo “existir para além do evento” realizado nessa quinta. Escrever essa síntese funcionou como um ato que inaugura novas reflexoes, mexendo com meus pensamentos. Fico alegre, inquieta e cada vez mais interessada em que o Gec intensifique as suas (nossas) “inter-relações”.
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