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A Inclusão Sociodigital |
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< < | O termo inclusão digital, passou a ser discutido de forma mais abrangente com a implantação dos chamados Programas Sociedade da Informação em todo o mundo. No Brasil, com o chamado "Livro Verde: Sociedade da Informação no Brasil", essas discussões passaram a ser mais freqüentes tanto em nível político quanto acadêmico. Segundo Bonilla (2005, p.41) o país adotou o caminho de primeiro investir no desenvolvimento da infra-estrutura de informações, em seguida na informatização da economia, para então chegar no patamar da Sociedade da Informação. Nesta lógica, percebe-se que diretrizes apontadas no Livro Verde envolvem essas duas fases: a primeira fase da infra-estrutura com investimentos em telecentros, projetos, políticas públicas, estrutura de rede, entre outros. E a segunda fase da economia informatizada, em que se constrói uma estrutura para investir na economia. Esta concepção é evidenciada na organização de uma economia digital, em que os sujeitos são vistos como consumidores de bens, serviços e informações. Desta forma, para esta mesma autora, esta é uma concepção do sistema capitalista, que ao mesmo tempo que gera exclusão, precisa também desses excluídos para conseguir se manter. Complementa ela: "entende-se que se as comunidades de baixa renda não tiverem acesso à rede, a economia digital estará perdendo um grande número de consumidores, conseqüentemente negócios". <=== FONTE COMPLETA |
> > | O termo inclusão digital, passou a ser discutido de forma mais abrangente com a implantação dos chamados Programas Sociedade da Informação em todo o mundo. No Brasil, com o chamado "Livro Verde: Sociedade da Informação no Brasil", essas discussões passaram a ser mais freqüentes tanto em nível político quanto acadêmico. Segundo Bonilla (2005, p.41) o país adotou o caminho de primeiro investir no desenvolvimento da infra-estrutura de informações, em seguida na informatização da economia, para então chegar no patamar da Sociedade da Informação. Nesta lógica, percebe-se que diretrizes apontadas no Livro Verde envolvem essas duas fases: a primeira fase da infra-estrutura com investimentos em telecentros, projetos, políticas públicas, estrutura de rede, entre outros. E a segunda fase da economia informatizada, em que se constrói uma estrutura para investir na economia. Esta concepção é evidenciada na organização de uma economia digital, em que os sujeitos são vistos como consumidores de bens, serviços e informações. Desta forma, para esta mesma autora, esta é uma concepção do sistema capitalista, que ao mesmo tempo que gera exclusão, precisa também desses excluídos para conseguir se manter. Complementa ela: "entende-se que se as comunidades de baixa renda não tiverem acesso à rede, a economia digital estará perdendo um grande número de consumidores, conseqüentemente negócios". (Bonilla,2005, p.41). |
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Percebe-se nessas fases, o descaso com as questões sociais, pois a complexidade da sociedade não se resume a apenas isto. Ao esquecer das questões sociais, as problemáticas das desigualdades relacionadas ao acesso as TIC tendeu-se a atingir uma grande parcela da população, ou seja, ao direcionar as discussões para a questão da infra-estrutura e para a questão da economia digital, percebe-se a manutenção da lógica capitalista. Que busca atingir o consumidor de serviços, o consumidor conectado a rede, e não houve uma preocupação de associar as problemáticas sociais com a potencialidade das tecnologias da informação e comunicação. Logo, nessa lógica, aqueles que já estavam excluídos socialmente também estariam excluído digitalmente. |
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A quantidade de programas que estão sendo criados para os laptops, principalmente o XO que é o mais referenciado, está crescendo a cada dia, mas a maioria continua em sigilo. Alguns programas referenciados como o Gcompris de origem francesa que contém uma série de atividades educacionais nas áreas de matemática, ciências e geografia e o Childsplay que inclui vários jogos de matemática, letramento etc, estão sendo adaptados, o que só possível devido ao acesso do código fonte, e modificados para a língua portuguesa e podem ser testados em múltiplas plataformas, outros exemplos são o "Editor Musical" que permite aprendizagem e composição de música , o editor "FACIL" que é um editor de páginas Web e a "Oficina de Desenho" um espaço colaborativo para criação de desenhos, que estão sob a responsabilidade do LSI, um Laboratório da Escola Politécnica da USP, para a migração do java para a linguagem de programação padrão do OLPC: Python. (colocar no rodapé o site) |
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< < | Apesar dos vários questionamentos e incertezas que cercam o projeto, que não são poucos como quais serão as escolas privilegiadas, como se dará essa escolha e como será a utilização na escola, é notório que em se tratando de infra-estrutura essa é uma proposta muita boa, desde que não seja acometido dos mesmo problemas que impediram o decolamento de outros tantos projetos, como tempo, suporte e principalmente vontade política. O que deve ser ressaltado é que ele pura e simplesmente não é suficiente, é preciso priorizar processos de formação e de construção de cidadania, para isso a utilização desses laptops não pode ser apenas a transposição da mídia impressa para a digital, isso seria fadado ao fracasso, é preciso mais... é preciso criar a cultura tecnológica e desenvolver aulas mais interessantes, interativas e divertidas, ampliando a capacidade de comunicação, acesso de informação e formação de autores sociais. Precisa ter como horizonte a preparação de cidadãos plenos para a interação com o universo de informação e comunicação sem um modelo que reduz tudo ao mesmo, para poder de fato promover a inclusão sociodigital. O que acreditamos que é de ordem política e que compete principalmente ao governo, pois quando existe vontade política, os meios são viabilizados e grandes projetos podem ser implementados de forma consistente. |
> > | Apesar dos vários questionamentos e incertezas que cercam o projeto, que não são poucos como quais serão as escolas privilegiadas, como se dará essa escolha e como será a utilização na escola, é notório que em se tratando de infra-estrutura essa é uma proposta muita boa, desde que não seja acometido dos mesmo problemas que impediram o avanço de outros tantos projetos, como tempo, suporte e principalmente vontade política. O que deve ser ressaltado é que ele pura e simplesmente não é suficiente, é preciso priorizar processos de formação e de construção de cidadania, para isso a utilização desses laptops não pode ser apenas a transposição da mídia impressa para a digital, isso seria fadado ao fracasso, é preciso mais... é preciso criar a cultura tecnológica e desenvolver aulas mais interessantes, interativas e divertidas, ampliando a capacidade de comunicação, acesso de informação e formação de autores sociais. Precisa ter como horizonte a preparação de cidadãos plenos para a interação com o universo de informação e comunicação sem um modelo que reduz tudo ao mesmo, para poder de fato promover a inclusão sociodigital. O que acreditamos que é de ordem política e que compete principalmente ao governo, pois quando existe vontade política, os meios são viabilizados e grandes projetos podem ser implementados de forma consistente. |
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